Prevenção e controle de aflatoxinas em castanha-do-brasil
A castanha-do-Brasil
representa um dos produtos florestais não-madeireiros mais importantes do extrativismo na Amazônia. Os ouriços são coletados na floresta durante a estação chuvosa (de dezembro a março/abril), quando tem caídos das grandes (até 60 m de altura) árvores nativas(Bertholletia excelsa Humb. & Bonpl.), e são abertos para obter as castanhas com casca.
A maioria das castanhas coletadas passa por um processo mínimo (seleção, classificação, limpeza, secagem, descascamento entre os principais tratamentos pós-colheita) para a exportação com ou sem casca, principalmente para a Europa e Estados Unidos. A Bolívia é atualmente o maior produtor e exportador de castanha-do-Brasil, seguido do Brasil e do Peru.
Apesar disso, a cadeia produtiva da castanha-do-Brasil sofre o problema de contaminação pelas aflatoxinas, que são metabólitos secundários tóxicos produzidos por Aspergillus flavus / A. parasiticus / A. nomius quando as castanhas são mantidas sob condições que favoreçam o desenvolvimento destes fungos e a produção de toxinas. Esta contaminação é de grande preocupação não somente do ponto de vista da saúde pública, dado os efeitos carcinogênicos e genotóxicos das aflatoxinas sobre os humanos, mas também considerando-se as perdas econômicas e o impacto sobre o meio ambiente. Este problema se constitui no maior obstáculo à comercialização da castanha-do-Brasil, especialmente na Europa onde a legislação quanto aos níveis de aflatoxinas em alimentos se tornou mais rigorosa a partir de 1999 (4 ppb para aflatoxinas totais e 2 ppb para aflatoxina B1 para consumo humano direto ou para utilização como ingrediente alimentar). Entre 2000 e 2004, as exportações brasileiras de castanhas com casca, principalmente para a União Européia, diminuíram quase 90%.
O projeto SafeNut
foi aprovado em Março de 2006 pelo Standards and Trade Development Facility (STDF), uma iniciativa comum da:
- Food and Agriculture Organization (FAO),
- World Organization for Animal Health (OIE),
- World Bank,
- World Health Organization (WHO),
- World Trade Organization (WTO),
no âmbito do tema 2 do STDF: “Reforço da capacidade para as organizações públicas e privadas, particularmente para o acesso ao mercado”.
Objetivo geral:
Validar e transferir para os agentes da cadeia produtiva da castanha-do-Brasil um sistema eficiente e sustentável de gestão das aflatoxinas, para recuperar e consolidar mercados de exportação, em particular na Europa.
Para maiores informações, veja o menu "Projeto Safenut"
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